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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Homenagem a Eduardo Teixeira Pinto




A Escola Secundária de Amarante vai homenagear o fotógrafo amarantino Eduardo Teixeira Pinto, de 28 de Fevereiro a 17 de Março. Numa organização conjunta da Equipa da Biblioteca Escolar e do Departamento de Expressões da ESA, Associação de Pais, e Biblioteca Municipal Albano Sardoeira, a iniciativa contará com duas sessões com a presença de convidados que falarão sobre a vida e a obra de Eduardo Teixeira Pinto, um Concurso de Fotografia "Olhar Amarante" para alunos da ESA, uma exposição de fotografias de Mestre Eduardo, e a edição de um bilhete postal ilustrado com um cliché do homenageado, entre outras iniciativas.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

www.eduardoteixeirapinto.com

http://www.eduardoteixeirapinto.com/ Website concebido por antero de alda Obs.: O SITE ESTÁ EM CONSTRUÇÃO

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

2º Workshop de Fotografia em Valença

A Câmara Municipal de Valença promove o 2º Workshop de fotografia, dedicado ao preto e branco, no próximo sábado, 22 de Janeiro, na Biblioteca Municipal, às 15h00.

A fotografia a preto e branco estará em destaque nesta segunda sessão do workshop de fotografia com a abordagem ao material necessário, ao laboratório, ao papel fotográfico, à revelação da película e à revelação das provas.

Neste workshop serão, ainda, analisadas as fotografias a preto e branco da exposição “O prazer de fotografar” de Eduardo Teixeira Pinto, patente ao público na Biblioteca Municipal.

Esta segunda sessão insere-se num ciclo de workshop’s que a autarquia está a dinamizar.
Para a Câmara Municipal esta acção pretende incutir o gosto pela fotografia e ajudar os curiosos a tirar partido das maquinas fotográficas que possuem em casa.

Nota: Mais informações contactar o Gabinete de Apoio ao Presidente pelos tlf. 251809506 / 24

Info: Câmara Municipal de Valença

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Exposição de Fotografia de Eduardo Teixeira Pinto na Biblioteca Municipal de Valença



Exposição "O Prazer de Fotografar" de Eduardo Teixeira Pinto na Biblioteca Municipal de Valença de 5 de Janeiro a 31 de Janeiro.

Horário:
Segunda-feira - 14h00 ás 18h30
Terças a Sábado - 10h00 ás 12h00 e das 14h00 ás 18h00

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

18 de Dezembro de 2010 - Lançamento do Livro de EDUARDO TEIXEIRA PINTO


www.amarante.pt

Livro disponível em:

Amarante - Doçaria Mário - Rua Cândido do Reis
Porto - UNICEP - Cooperativa Livreira - Praça Carlos Alberto, 128-A

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

domingo, 19 de dezembro de 2010

Lançamento do Livro: Eduardo Teixeira Pinto - A Poética da Imagem




Eduardo Teixeira Pinto - A Palavra a Antero de Alda

Eduardo Teixeira Pinto é um fotógrafo de um mundo que já quase não existe.
Na verdade, estamos a atravessar uma era de (quase) catástrofe. Algo que Barthes definiria como um «punctum», um momento de dor e angústia para muitos de nós, decerto para as nossas representações, para o ‘cliché’ que faríamos de nós mesmos. Lula Pena, essa estranha voz do fado (do fado exquis ou o fado esquisito), disse um dia: «o silêncio não assusta» e «a velocidade é uma coisa que não é humana». É certo: ruído e velocidade caracterizam tragicamente este tempo de passagem.
Não se trata de um fenómeno novo: Mallarmé, Baudelaire, Rimbaud e até Paul Célan experimentaram já esta asfixia no passado. Cultivaram-na, mesmo. Walter Benjamin, o famoso filósofo alemão, chamou-lhe «spleen». O «spleen» é aquilo que nós podemos designar por «doença do tempo». Se se pode dizer assim, o tempo está em mudança da pele, numa impiedosa metamorfose.
Vivemos hoje numa parede entre duas esquinas. Vislumbramos, por um lado, o fim de uma era – o fim do capitalismo selvagem, dizem alguns; definitivamente, o fim daquilo que se convencionou chamar o pós-Modernismo. Temos, por outro lado, ainda um pé (a recordação dos nossos antepassados e a memória da nossa infância) num outro tempo. Estamos, portanto, divididos, com a alma dilacerada, em chagas.
Para os mais pessimistas (ou mais incapazes) restará aceitar esta perda: os próximos anos serão de psiquiatras e coveiros. Para nós deverá ser um tempo de reconstrução…
Repito: Eduardo Teixeira Pinto é um fotógrafo de um mundo que já quase não existe. Dito por outras palavras, é um fotógrafo de um tempo quase perfeito.

Nos últimos anos Amarante transformou-se. Cedendo, também, a um certo caos (veja-se, por exemplo, o caos arquitectónico), sacrificando-se por essa avassaladora dinâmica da inevitabilidade, do enriquecimento fácil, da ilusão da felicidade a qualquer preço.
Retomando as palavras do «fado exquis», o que fazer, então, contra esta velocidade, contra este ruído?
Temos passado, somos ricos. Na Literatura temos um Teixeira de Pascoaes. Na Pintura temos um Amadeo de Souza-Cardoso. E muito mais. Porque a Fotografia é hoje uma arte nobre, podemos dizer que temos agora um Eduardo Teixeira Pinto na Fotografia.
Gageiro (Eduardo Gageiro, um dos fotógrafos do 25 de Abril), propõe uma rua para o Eduardo. Nós, que respiramos ainda, que povoamos o Largo de S. Gonçalo (um dia já não nos veremos mais por lá - e não nos incomoda pensarmos nisso?), temos essa e mais - e maiores - responsabilidades.
Como há 200 anos, temos que defender outra vez a ponte. Uma outra ponte, é certo: uma ponte para atravessar esta esquina, para levar às gerações futuras o rio do Eduardo, a névoa do Eduardo, as lavadeiras e as velhas azenhas, as feiras antigas e os negociantes de gado, a luz matinal, os reguilas e os barcos, o Tâmega límpido ou em chamas.
Em suma, Amarante precisa de um Museu da Fotografia. Eu diria mesmo: Amarante precisa, urgentemente (porque para isto é-nos permitido reclamar urgência), de um Museu da Fotografia com o nome de Eduardo Teixeira Pinto. Se não formos capazes, a nossa geração não entregará nada de significativo (de verdadeiramente perfeito) aos nossos filhos.

Antero de Alda
18 de Dezembro de 2010.